Crônica, poema, ou seja lá o que for,livremente inspirado no texto do
Mauro Gouvêa ... Um mineiro e isso diz tudo!
De tudo que sou não sobrou pouco daquilo que almejo.
Nasci asfixiada por liberdade, enrosquei-me em visões.
Tornei-me adulta reverenciando mulheres corajosas do meu passado.
E meu amor por elas ainda persiste.
O que escrevo é contorno torto da alma em transmutação.
São varias as identidades assumidas...
Há sempre em mim, duas! Uma que crê e outra que se aborrece.
Sou perdoável, pois o Deus que há em mim, habita no outro também...
Sou paulista, poeta, selvagem, distêmica, andarilha, aprendiz em múltiplas vivências.
Das canções que fiz, dá para fazer uma coletânea de piedade.
Sou bem nascida, embora a poesia faça o que quer de mim.
Sou cheia de segredos, todos já há muito revelado.
Meu pensamento anda a esmo, sem parar demais numa mesma estação.
Amo um homem singular, entre desencontros temporários. Os espelhos.
Estou em trégua passageira, aportada em velhos cais.
São Pedro – SP - 20/08/2008 13h32min: 51



2 comentários:
"sou bem nascida, embora a poesia faça o que quer de mim"
Adorei essa frase do seu poema :D
E obg pela visita ao meu blog.
Moça... você me deixou envaidecido com a grande construção que fez em torno de meus versos. Praticamente um duelo de espíritos Homem x Mulher. Ambos poetas similares e díspares. Somos controversos e não contra os versos, não é mesmo? Restou de tudo o paradoxo de sermos iguais sendo tão diferentes e sermos diferentes sendo espelho um do outro. Tiro meu chapéu!
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